31 março 2010

[aeternum] Parte 1

Seu descanso acabou no instante que a campainha do telefone soou entre os trovões e o ribombar da chuva no telhado. O despertador marcava três e quinze da manhã. Levantou-se sem coragem depois da insistência do telefone. Olhou para trás e observou sua mulher dormir profundamente. "Depois dizem que os homens é que tem o sono pesado". E com esse pensamento começou a descer as escadas, ainda meio tonto de sono, apoiando-se nas paredes.
- Alô - Disse, atendendo ao telefone que parecia ter tocado mais de 20 vezes.
- Marco, é o Lucas. Estamos à umas dez quadras da sua casa. Estamos precisando de você aqui!
- O que houve? - Marco disse já completamente liberto do sono diante da seriedade das palavras do amigo. Ela sabia que Lucas só ligaria para ele essas horas da noite se o assunto fosse verdadeiramente sério.
- Difícil dizer por telefone. Anota o endereço e vem pra cá. Estamos esperando.
Pegou um papel ao lado do telefone, anotou o endereço e desligou sem nem se despedir. Subiu as escadas com pressa e se trocou sem acorda sua esposa.

...

Ainda chovia muito quando ele se aproximou do endereço indicado por Lucas. Desceu do carro cobrindo a cabeça com o casaco e erguendo a identificação, passou por um grupo de policiais que isolava a área. Lucas o esperava na varanda da casa com um saco plástico nas mãos.
- O que aconteceu aqui? - Marco perguntou olhando ao redor. Jogando a sacola lacrada para ele, com uma faca de carne manchada de sangue dentro, retrucou:
- Venha e veja você mesmo.

...

Do outro lado da cidade, Cléber voltava para casa depois de um plantão cansativo na empresa. A chuva havia arrancado algumas telhas e ele tivera que mover algumas mesas, desligar os computadores e improvisar uns panos e umas bacias para amparar a água que escorria pelas frestas do forro. Quando seu colega o rendeu às 4 horas da manhã, a chuva ainda continuava forte, mas ele resolveu mesmo assim ir logo embora para casa. Sabia que se ficasse ali acabaria trabalhando a mais sem ganhar extra por isso.
Quando o ônibus parou na parada na esquina da sua rua, ele desceu correndo pela calçada até sua casa, destrancou o portão e entrou sem nem se dar ao trabalho de trancá-lo outra vez. Ao alcançar a área coberta na frente da porta sala, ele deixou um pouco da água escorrer antes de entrar em casa. Quando foi encaixar a chave na fechadura para abrir a porta percebeu que ela estava apenas encostada.
O que aconteceu em seguida foi rápido demais.

...

Marco saiu da casa com o rosto assustado.
- Onde disse que encontraram a faca?
- Ao lado do portão de fora - Disse Lucas anotando algumas coisas numa caderneta azul.
- Quem avisou a polícia?
- O vizinho estava saindo chegando em casa quando viu que o portão e as janelas da sala estavam abertas. Ele disse que seus vizinhos estavam viajando a mais de uma semana e que ainda não tinham retornado. Quando viu portão escancarado desconfiou logo de assalto e ligou para a polícia.
- E a mulher é parente dos donos da casa?
- Ele estava esperando perto do portão quando chegamos e viu o corpo para tentar identificá-lo, mas não a reconheceu.

...

Cléber tinhas mãos sujas de sangue quando discou no celular o número da emergência.
- Ee... eu preciso de uma ambulância urgente na rua...

CONTINUA

18 março 2010

[Alice]

Estou totalmente sem tempo, mas eu tinha que postar!
Dificilmente eu aguardo com muito ansiedade por estreias de filmes. Gosto de ir ao cinema, mas o mundo da literatura ainda me encanta muito mais. Como é angustiante esperar pelo lançamento, por exemplo, do novo livro de um dos seus autores favoritos ou da continuação de uma série de livros que te fascina.

Mas dessa vez mal posso esperar para ver a estreia do mais novo filme de um dos meus diretores favoritos: Tim Burton! Além desse fato, "Alice no País das Maravilhas" conseguiu juntar num mesmo filme diversos ingredientes que me deixam sonhando de expectativa: a história de um livro maravilhoso, meu ator favorito e a possibilidade de ver um filme em 3D pela primeira vez!

O livro, surgido de um improviso durante uma viagem de barco, tem sua personagem principal baseada numa menina de verdade. Seu autor, ao mesmo tempo fascinante e sombrio, tem características bastante peculiares: seu nome na verdade era Charles Lutwidge Dodgson, apesar de ter ficado conhecido por seu famoso pseudônimo: "Lewis Carroll". Era professor universitário de matemática (legal, né? rs), visto como pessoa solitária e bastante tímida; cultivou amizades (não muito bem vistas) com meninas entre oito e doze anos de idade, entre elas Alice Liddell (em quem baseou sua mais famosa personagem). Fascinado por fotografias, costumava fotografar algumas de suas 'amiguinhas' em fotos não tão inocentes. Será que essa pode ter sido a causa da família de Alice ter 'estremecido' a amizade com o Lewis logo após a publicação do livro? Ninguém sabe ao certo. Sabe-se que um ano antes de sua morte ele renunciou radicalmente à personagem "Lewis Carrol", recusando inclusive a receber cartas endereçadas à ele com esse nome. Essas e outras curiosidades sobre a vida do autor, aliadas ao clima sombrio e insólito do livro atiçam ainda mais minha ansiedade.

Johnny Depp, ator versátil e com uma carreira recheada de excelentes atuações (principalmente em parcerias muito bem sucedidas com o próprio Tim Burton, como é o caso da refilmagem do clássico "A Fantástica Fábrica de Chocolates" e do incrível "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça") encarna o "Chapeleiro Louco", um dos personagens mais interessantes da história.

Apesar de o filme não contar a história do livro, mas uma aventura posterior à ela, acredito que o contexto da história, assim como os personagens, mantêm as mesmas características que me fascinaram desde a minha infância (com o desenho) até minha adolescência (quando li o livro pela primeira vez).

Agora é só contar os dias para a tão esperada e comentada estreia!
Deixo um trailer (com algumas cenas a mais) e alguns dos lindos cartazes de divulgação do filme para vocês já irem entrando no clima! Basta clicar neles para ampliar!
Grande abraço!



12 março 2010

[aeternum] EM BREVE!

Ele a viu tombar vagarosamente, como se tudo a sua volta estivesse em câmara lenta. A faca em sua mão estava rubra e o sangue pingava sobre o carpete escuro. Ele não sentia, não falava, apenas olhava impassível para o corpo inerte em sua frente.
Tudo ocorrera tão depressa. O ritmo alucinante de cada investida com a faca contra o peito dela lhe exigira uma força que ele não tinha. Ela gritara e se contorcera antes de finalmente cair pesadamente no chão. Seus olhos ainda se cruzaram, até que os dela finalmente se apagaram à medida em que a poça de sangue ao seu redor ia aumentando gradativamente. Ele pode sentir o líquido viscoso e quente tocar-lhe os dedos dos pés, fazendo o despertar de seu transe.
Afastando-se sem tirar os olhos do corpo, viu suas pegadas em vermelho marcando seu percurso. Aos poucos, era como se o mundo voltasse à vida, e os sons que pareciam ter se extinguido durante o 'incidente' eram mais uma vez perceptíveis.
A chuva castigava do lado de fora da casa. Ele se dirigiu para a porta da frente que estava escancarada. Saiu para a varanda e descendo as escadas foi andando pelo quintal até a rua, deixando a chuva escorrer pelo seu corpo.
- Lavando a minha alma - ele balbuciou entre dentes.
Largou a faca junto ao portão da casa e caminhando pela calçada, foi em direção ao parque...

...

A chuva açoita a cidade que se esconde de baixo de guarda-chuvas e capas coloridas. A força do vento impede que haja muito movimento.
Enquanto todos procuram um lugar para se abrigar, ele anda sem pressa ou cobertura, com as roupas encharcadas grudadas no corpo. Tem o rosto impassível, e ao se dirigir ao beco, nem é notado pelos outros passantes. Carrega um embrulho sobre a camiseta de algodão branca. Parece um emaranhado de jornais velhos que cobrem toscamente um objeto pequeno e comprido.
Ao chegar ao final do beco, num dos cantos, encontra um amontoado de sacos pretos de lixo cheios até a boca. Olha ao seu redor, certifica-se de estar sozinho e só então, com cuidado, retira o embrulho de baixo da camiseta e o coloca entre os sacos empilhados.
Quando volta para a rua, enverga nos lábios um sorriso satisfeito. Uma sensação de paz o invade e levantando o rosto para o céu, deixa a água escorrer como se lavasse não apenas o seu corpo, mas também a sua alma...
Enquanto caminha, sua mente projeta apenas uma palavra: Perdão! E com esse sentimento ele se dirige de volta ao parque.
- Eles devem estar me esperando.

...

EM BREVE...

07 março 2010

[fotos do show do "TM" em Goiânia]

O show foi simplesmente perfeito! Lindo como sempre!
E o melhor: eles cantaram a minha música! rs (pessoa nem se acha, né???)

Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba, quando a lua se põe
O abraço de um vampiro é o sorriso de um amigo e mais nada
Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba, quando a lua se põe
A estrela que eu escolhi não cumpriu com o que eu pedi
e hoje não a encontrei
Pois caiu no mar, e se apagou
Se souber nadar, faça-me o favor
O milagre que esperei nunca me aconteceu
Quem sabe só você
Pra trazer o que já é meu
Brilha onde estiver
Faz da lágrima o sangue que nos deixa de pé...


Agora vou postar algumas fotos para vocês.
Clique nelas para ampliar!!!!




















Em breve coloco os vídeos no YouTube!! ;D

Abraçoooo... e até o próximo show, que eu espero seja muito em breve!!!!

04 março 2010

[o teatro mágico]

E aí galera! Agora estou sempre correndo, mas não poderia deixar de passar por aqui para conpartilhar com vocês minha alegria:

SHOW DO "TM" AQUI EM GOIÂNIA!!

Aproveito para convidar todo mundo! Saca só:



Dia: 06/03 (sábado) às 21h!
Local: Campus Sambaia UFG – Centro de Eventos UFG
Ingressos: R$ 10.00 (meia entrada) Pontos de venda: Kbeça Bar, Bar da Tia, Restaurante Gurupi e sede DCE-UFG.

Em homenagem a esse grande grupo e à essa maravilhosa oportunidade de vê-los por aqui, um layout especial!!!
Quem conhece, tenho certeza que se puder, não vai perder a oportunidade de aparecer por lá... E quem não conhece ou nunca teve a oportunidade de vê-los ao vivo, não perca a chance de se apaixonar também pelo som e pela apresentação que é simplesmente inesquecível!

Abração para todos!