1. Terminar o artigo de Prática de Ensino Orientada. [ok]
2. Escrever o referencial teórico e a proposta pedagógica do meu TCC. [ok]
3. Estudar para a prova final de Física I. [ok]
4. Estudar para as provas substitutivas de Física I. [ok]
5. Estudar para a prova final de Cálculo Numérico. [ok]
6. Escrever as narrativas para a disciplina de Psicologia da Ed. Matemática. [ok]
7. Levar as documentações assinadas para o supervisor do Estágio. [ok]
8. Fazer o relatório completo de Lab. de Física I. [ok]
9. Preparar as coisas para a viagem para Salvador dia 05/07.[ok]
10. Ler o livro de Atos. [ok]
11. Arrumar o quarto. [ok]
12. Lavar todo o restante da louça e ajeitar a cozinha. [ok]
13. Lavar o banheiro.[ok]
"I have always imagined that Paradise will be some kind of library" Jorge Luis Borges
24 junho 2010
19 junho 2010
[Bad Romance] Hayley Williams
Não gosto muito de Lady Gaga... E toda vez que eu ouvia essa música em algum lugar até achava ela engraçada, mas não prestava muita atenção...
Mas depois que vi esse vídeo eu fiquei completamente viciado!
Mas depois que vi esse vídeo eu fiquei completamente viciado!
Caramba, a Hayley canta muito e é linda demais! ;D
[um final]
Linda! Ela estava definitivamente linda... E aparentemente feliz! Sentando num dos primeiros bancos da igreja, observei sua entrada ofuscando toda e qualquer outra presença dentro daquele lugar. Ela tinha o rosto radiante, como toda mulher deveria ter neste dia. Ela passou por mim sorrindo e ao focalizar meu rosto em meio a multidão, piscou discretamente, um movimento que retribuí com um sorriso incentivador. Um cerimônia simples, palavras curtas, porém belas... E logo eu a vi parti nos braços do homem que ela escolheu. Cumprimentos, fotos, sorrisos, abraços e champagne...E eu parti com a promessa de uma conversa...
Uma conversa que começou numa noite há muitos anos atrás...
Uma conversa que se adiou por muitas vezes...
Uma conversa que eu sei...
Que eu sei que jamais vai acontecer... Nunca mais...
Olhando a noite pela janela do carro, rosto contra o vidro frio, sonhei acordado...
Com escolhas diferentes, com rumos diferentes...
E adormeci com o coração apertado...
Mais sozinho do que jamais estive...
04 junho 2010
[The Only Exception] - Paramore
Estou com vontade de postar esse clipe do Paramore já tem um bom tempo... Mas acho que hoje vai ser um bom dia para colocá-lo por aqui!
Acho que ele expressa bem o que estou sentindo hoje, fora o fato de que ainda não encontrei minha excessão...
Mas estou procurando...
-->
Acho que ele expressa bem o que estou sentindo hoje, fora o fato de que ainda não encontrei minha excessão...
Mas estou procurando...
-->
"Talvez eu saiba em algum lugar no fundo de minha alma que o amor nunca dura /
E nós temos que arranjar outros meios de seguir em frente sozinhos ou manter o semblante impassível /
E eu sempre vivi assim, mantendo uma distância confortável /
E até agora eu jurei pra mim mesmo que eu era feliz com a solidão /
Porque nada disso nunca valeu o risco...
Mas você é a única exceção..."
03 junho 2010
[Por toda vida]*
Ele estava sentado no banco da praça. Seu lugar favorito. Olhava para frente concentrado em algo que o resto do mundo não percebia. Ele sorria, e tinha na mão ainda o papel da bala que ganhara do avô mais cedo. Ele o preservaria para guardar dentro da caixa de sapato marrom, como costumava fazer com tudo aquilo que lhe davam.
Alguns metros distante dele, sua mãe conversava com uma amiga.
Sua mão desenhava no ar o caminho do beija-flor que rodava um arbusto próximo, até que o viu partir pelos olhos marejados de lágrimas. Sua mão caiu sobre o colo, e seu olhar tristonho procurou a mãe que já vinha e sua direção com os braços abertos. Desceu apressado do banco e se jogou confiante no colo da mãe, que o amparou com todo cuidado, e o aninhou nos braços quentes e protetores. Ficaram assim durante algum tempo, até que ela o colocou no chão calmamente e os dois foram caminhando de mãos dadas pela beira do lago.
Não diziam palavras, pois elas não eram necessárias. Sentia que podia ficar assim para sempre. Ele sabia que enquanto a mãe estivesse ali, nada poderia lhe acontecer. Segurava forte a mão calejada do trabalho doméstico, a mão que tinha o conhecido cheiro do sabão em barra com qual ela lavara as roupas mais cedo.
O sol começava a sumir por trás das árvores altas quando sentiu sono. Estendeu os braços pro alto, e prontamente foi erguido e com a cabeça encostada no ombro da mãe, adormeceu enquanto ela caminhava de volta para casa. Podia sentir o cheiro doce de alfazema que saia dos cabelos dela.
Guardaria essa recordação por toda vida.
Quando se deu conta, estava deitado em sua cama, onde sua mãe, sentada na beira dela, velava seu sono. Tinha os olhos de um verde acastanhado que pareciam brilhar mais do que as estrelas. Mas seus próprios olhos estavam pesados, e mal conseguia mantê-los abertos. Ela baixou a cabeça até bem perto do seu ouvido e lhe sussurrou a canção de ninar que ele tanto amava. Calmamente deixou-se levar pelo ritmo contínuo da canção e pouco a pouco foi deixando o mundo real para encontrar o mundo dos sonhos.
Pode sentir ainda o leve roçar dos lábios dela em sua testa e a coberta que era chegada até seu queixo... E então... Dormiu!
Guardaria essa recordação por toda vida.
20 anos depois...
O vento frio vinha sem dó. Levantou discretamente a gola do casaco, enquanto olhava a inscrição no túmulo, já um pouco apagada:
“E foi no silêncio das palavras que resolveu guardar todo seu amor no olhar de estrela”
Já fazia três anos desde sua morte.
Já se preparava para ir embora quando de repente viu um beija-flor que sobrevoava as flores recém colocadas no jarro de vidro. Acompanhou seu voo apressado até ele sumir de vista. Com um leve sorriso nos lábios pôs-se a caminhar olhando o pôr-do-sol, lembrando de um parque e assobiando uma velha canção de ninar que um dia ensinaria aos seus filhos.
* texto que escrevi no ano passado para um grande amigo!
Alguns metros distante dele, sua mãe conversava com uma amiga.
Sua mão desenhava no ar o caminho do beija-flor que rodava um arbusto próximo, até que o viu partir pelos olhos marejados de lágrimas. Sua mão caiu sobre o colo, e seu olhar tristonho procurou a mãe que já vinha e sua direção com os braços abertos. Desceu apressado do banco e se jogou confiante no colo da mãe, que o amparou com todo cuidado, e o aninhou nos braços quentes e protetores. Ficaram assim durante algum tempo, até que ela o colocou no chão calmamente e os dois foram caminhando de mãos dadas pela beira do lago.
Não diziam palavras, pois elas não eram necessárias. Sentia que podia ficar assim para sempre. Ele sabia que enquanto a mãe estivesse ali, nada poderia lhe acontecer. Segurava forte a mão calejada do trabalho doméstico, a mão que tinha o conhecido cheiro do sabão em barra com qual ela lavara as roupas mais cedo.
O sol começava a sumir por trás das árvores altas quando sentiu sono. Estendeu os braços pro alto, e prontamente foi erguido e com a cabeça encostada no ombro da mãe, adormeceu enquanto ela caminhava de volta para casa. Podia sentir o cheiro doce de alfazema que saia dos cabelos dela.
Guardaria essa recordação por toda vida.
Quando se deu conta, estava deitado em sua cama, onde sua mãe, sentada na beira dela, velava seu sono. Tinha os olhos de um verde acastanhado que pareciam brilhar mais do que as estrelas. Mas seus próprios olhos estavam pesados, e mal conseguia mantê-los abertos. Ela baixou a cabeça até bem perto do seu ouvido e lhe sussurrou a canção de ninar que ele tanto amava. Calmamente deixou-se levar pelo ritmo contínuo da canção e pouco a pouco foi deixando o mundo real para encontrar o mundo dos sonhos.
Pode sentir ainda o leve roçar dos lábios dela em sua testa e a coberta que era chegada até seu queixo... E então... Dormiu!
Guardaria essa recordação por toda vida.
20 anos depois...
O vento frio vinha sem dó. Levantou discretamente a gola do casaco, enquanto olhava a inscrição no túmulo, já um pouco apagada:
“E foi no silêncio das palavras que resolveu guardar todo seu amor no olhar de estrela”
Já fazia três anos desde sua morte.
Já se preparava para ir embora quando de repente viu um beija-flor que sobrevoava as flores recém colocadas no jarro de vidro. Acompanhou seu voo apressado até ele sumir de vista. Com um leve sorriso nos lábios pôs-se a caminhar olhando o pôr-do-sol, lembrando de um parque e assobiando uma velha canção de ninar que um dia ensinaria aos seus filhos.
* texto que escrevi no ano passado para um grande amigo!
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