26 maio 2009

[carpe diem]

Sem tempo pra quase nada, passei pra agradecer a indicação do Daniel do meu bLog! xD
Vou ter que seguir o exemplo do Leandro, e não indicar ninguém... Desculpe mesmo... Correria... rs

Colher o dia pra mim... é poder ler um bom livro e enquanto ouço uma boa música... xD

Abraço e ótima semana para todos... =D

20 maio 2009

[Indicação: O Morro dos Ventos Uivantes]

Este é de longe um dos livros que mais li e reli até hoje, e com a qual mais me envolvi e me emocionei.

É um livro extremamente verdadeiro e acima de tudo 'humano'!
Não é um livro com finais felizes, nem têm personagens típicos, simples de serem classificados ou encaixados em padrões.
Gosto dele por vejo nas atitudes de Heathcliff e Catherine, Hareton e Cathy, aquilo que muitas vezes desejei dizer, fazer, vivenciar... Deixar transparecer todos os sentimentos que se acumulam e que muitas vezes não deixamos que apareçam... Amor e ódio em igual intensidade. Inveja, ganância e egoísmo. Vingança e morte. Tudo presente e apresentado num clima sombrio e carregado, mas com verdade.
Um livro que apresenta as pessoas e seus conflitos como eles são de verdade, mostrando que ninguém é integralmente bom. Todos temos defeitos, e alguns deles acabam por moldar nossos destinos, definindo as atitudes e as escolhas que nos guiam para um futuro muitas vezes incerto, cheio de remorsos e dúvidas.

A única obra da autora Emily Brontë, trás em si traços que me marcaram desde a primeira vez que o li há mais de uma década.

Indico-o para ser lido com calma, desfrutando dele as enxurradas de emoções que ele emana com grande intensidade.

19 maio 2009

[fotos pra matar a saudade...]

Pra matar a saudade... Algumas fotos de um fim de semana inesquecível... xD



^^ nosso primeira (e frustrada) tentativa de colocar todos numa mesma foto...





^^ Encarcerados



^^ Esperando ônibus...



^^ Esperando ônibus de novo...



^^ Esse último ônibus demorou muuuuito...



Pausa no banco da praça... xD

Em outra ocasião posto mais fotos!

Ótimo dia para todos!

18 maio 2009

[Gosto de escrever...]

Que as tristezas de ontem fiquem no passado...
E a esperança do amanhã seja mais forte que a dor.

"Escrever é fácil. Você começa com uma maiúscula e termina com um ponto final. No meio, coloca ideias."
(Pablo Neruda)

Gosto de pensar que tudo que escrevo tem um valor.
Minhas palavras podem não fazer sentido para muitos, ou podem ser interpretadas das maneiras mais diversas por outros. Mas gosto do que elas significam para mim!

Muitos desprezam meus pensamentos e crenças, outros supervalorizam a imagem que eu vendo no meu dia a dia. Mas gosto de pensar em mim simplesmente como alguém que está aprendendo a amar, aprendendo a aceitar o amor e a graça de Deus.

Aprendendo a gostar do que é simples e realmente significativo na vida!

Gosto de escrever...

Gosto de imaginar Deus sorrindo comigo quando me sinto animado.
Gosto de imaginá-lo por perto, só observando, quando faço bobagens. Esperando o momento em que a 'ficha caí' e eu saiu correndo pra ele, pra me esconder em seu colo e receber seu perdão.

Gosto de imaginar...

É bom olhar o céu pela janela do quarto, pelo vidro do ônibus.
Ver as nuvens, as estrelas, o sol, a lua...
Traçar com os dedos movimentos no ar que não fazem sentindo nem pra mim mesmo.
A música alta, e de repente o silêncio!

Gosto de extremos opostos.

Gosto de rabiscar os cantos do caderno. Letras de música, nomes, frases, e alguns desenhos bobos.

Gosto do que sou, do que me tornei. Mas sinto saudade daquilo que um dia fui.

Gosto de saber que nada é definitivo. E ao mesmo tempo, gosto da certeza que é o que realmente vale a pena é eterno.

Gosto.

12 maio 2009

[Olhar as estrelas...]

Pensei diversas vezes em como escrever esse texto, e em até 'porquê' escrevê-lo, e no tempo em que passei sem postar, iniciei-o diversas vezes, e todas foram gradativamente descartadas. 
Hoje resolvi escrevê-lo para os meus amigos, para os realmente de longe, para os momentaneamente distantes (somente fisicamente) e para todos aqueles que ainda não viram as estrelas e não 'enxergaram' além delas.
As pessoas olham as estrelas pelos motivos mais diversos (alguns até engraçados), mas eu aprendi com um amigo a olhá-las como uma forma de vencer distâncias.
Antes de aprender isso, percebi que dificilmente olhava as estrelas e quando olhava, não as via de verdade. Aprendi que se soubermos exatamente para onde olhar, como olhar e partilharmos isso com alguém, não existe distância que permaneça diante de nós. Ela se desfaz como num 'passe de magia'.
Mas pra que essa magia ocorra, é preciso abandonar o ativismo por alguns instantes. É preciso confiança e crença, nas pessoas e em si mesmo. É preciso se despir do olhar crítico e cético que muitas vezes envergamos durante todo o dia. Confiar em quem partilha da sua amizade. Acreditar que a outra pessoa, assim como você, vai parar, nem que seja por alguns segundos, para ver as estrelas de verdade e deixar que elas nos abram os caminhos que desmancham os 'quilômetros', e que fazem dos 'metros' meros 'centímetros'.

Certo dia voltando da faculdade, eu caminhava sem muita pressa, olhei pro céu e tive a sensação de alguém olhando para mim. Primeiro, aquele senso de autopreservação: todos os lados espiados, procurando alguém nas ruas (quem sabe um ladrão, talvez). Mas estava tudo tão deserto e silencioso que poderia até mesmo amedrontar. Depois de mais uma observação rápida do local, e ainda com a sensação de estar sendo observado, olhei novamente para o céu. Tudo que pude fazer foi sorrir. Continuei caminhando com um único pensamento: "Acho que alguém lá em cima tá tentando usar meu joguinho de olhar as estrelas para quebrar as distâncias que eu mesmo construí."

Esse foi um (re)convite de confiança e de amizade, muitas vezes deixado de lado com meu ativismo, comigo olhando para cima, verdadeiramente vendo as estrelas, mas esquecendo de tentar enxergar além delas... Para Ele.
Resolvi escrever esse texto acima de tudo porque percebi que esse convite para enxergar além não foi só pra mim.

Olhe. mas não só olhe, veja. Veja, e se não conseguir enxergar além, não desista de primeira, tem alguém  sempre pronto pra te ensinar.

10 maio 2009

[Um conto...?!]

Era uma vez um rapaz que perdido, que ao seu lar não sabia voltar.
Apesar de muito procurar, não conseguiu reconhecer seu caminho. Então, sentado na beira da estrada, começou a observar.
Viu muita gente passar.

Alguns muito apressados, andavam sem nem para os lados olhar. Estes ele imaginou que sabiam bem onde queriam chegar.
Outras pessoas, tão perdidas quanto ele pareciam estar, porém mesmo sem saber para onde ir, olhando sempre para os lados, não paravam de caminhar.
Muitas horas se passaram.

Alguns o olhavam curiosos.
Outros o olhavam com desprezo. Sentiu que fato de o verem sentado na beira da estrada, enquanto eles caminhavam, fosse um insulto pessoal. "Um vagabundo" era o que provavelmente pensavam alguns deles.
Passaram-se dias, e o rapaz ainda a observar.

Agora as pessoas já nem o notavam mais.
Ele se afastou do caminho e se recostou em uma pedra. Continuo a observar, apesar dos olhos já cansados de olhar.
Anos se passaram, e o rapaz cansado de vigiar e resolveu se entregar. Dormiu.

Quando despertou, ainda escuro, de longe o amanhecer o fazia pensar na passagem do tempo que ele nem sabia reconhecer. Com muita dificuldade, cheio de câimbras e 'mau jeitos', resolveu se levantar. Seguindo o barulho de água, dirigiu-se até um riacho que que borbulhava próximo dali.

Quando chegou junto a margem, assustou-se com o que viu: o rosto de um estranho ele viu, longe de todas as suas recordações do espelho do banheiro. Passou as mãos pelos traços vincados, os cabelos já mais rareados e embranquecidos em alguns lugares. A barba por fazer cobria seu rosto manchado de sol. Então ele chorou pela primeira vez desde que se perdeu!

E então? O que aconteceu depois? O que fez o rapaz?
Bem, esse final ainda está sendo escrito.
Prometo que quando eu souber, 'conto' pra vocês!