31 março 2009

[NOTURNOS]

Em 2007 eu tive um contato mais profundo com os livros da Anne Rice e com suas Crônicas Vampirescas. Acabei me encantando mais ainda por esses personagens que já haviam me cativado em filmes como a versão cinematográfica de ‘Entrevista com o vampiro’ e em livros como ‘A hora do vampiro’ do Stephen King e ‘Os Noturnos’ da brasileira Flávia Muniz. Este último, inclusive, inspirou os dois poemas que vou postar hoje. Eles são também do final de 2007, quando adquiri esse livro em um sebo, durante a Feira do Livro de Brasília. A maioria pode achá-los um pouco ‘estranhos’, mas no fundo eles têm certa beleza. Fazem parte de uma época em que costuma escrever com uma frequência louca.




Noturno I

Procuro seus braços
Seu calor pra me aquecer
Fria está a noite
Eterna noite sem te ter.

Fecho meus olhos e sonho
Em teus braços me encontrar
Apesar de saber que a lua
Privou-me de te achar.

A noite é minha morada
Os becos meu caminhar
Sem rumo persigo as sombras
Que insistem em me atormentar.

Noturno II

Quem pode contar a história
Da noite que o está a envolver
Senão aquele que dela é filho
Aquele que morreu pra viver.

Sangue, sangue, sangue
Ouço a alma em sede gritar
Em velada e obscura espera
O sangue inocente a vai saciar.

E depois de saciado o desejo
Próximo vem o amanhecer
Recolhe-se em esquife encarnada
Sua alma obscura a proteger.
.

3 comentários:

nany disse...

Olá maninho....
Ler esses poemas escritos por vc, dá uma vontade insacialvel de continuar de buscar um algo mais...


Soul sua fã de carteirinha.


Te amo!!!

Alinne Silva disse...

Andy, seu blog é tão lindo! Amo você! Xero

Leandro Neri disse...

Adorei o poema até antes de chegar a parte do "sangue, sangue, sangue"... rsrs

Tô bem pra ler essas coisas naum... hehe

Falooooooooooow