Em 2007 eu tive um contato mais profundo com os livros da Anne Rice e com suas Crônicas Vampirescas. Acabei me encantando mais ainda por esses personagens que já haviam me cativado em filmes como a versão cinematográfica de ‘Entrevista com o vampiro’ e em livros como ‘A hora do vampiro’ do Stephen King e ‘Os Noturnos’ da brasileira Flávia Muniz. Este último, inclusive, inspirou os dois poemas que vou postar hoje. Eles são também do final de 2007, quando adquiri esse livro em um sebo, durante a Feira do Livro de Brasília. A maioria pode achá-los um pouco ‘estranhos’, mas no fundo eles têm certa beleza. Fazem parte de uma época em que costuma escrever com uma frequência louca.
Noturno I
Procuro seus braços
Seu calor pra me aquecer
Fria está a noite
Eterna noite sem te ter.
Fecho meus olhos e sonho
Em teus braços me encontrar
Apesar de saber que a lua
Privou-me de te achar.
A noite é minha morada
Os becos meu caminhar
Sem rumo persigo as sombras
Que insistem em me atormentar.
Noturno II
Quem pode contar a história
Da noite que o está a envolver
Senão aquele que dela é filho
Aquele que morreu pra viver.
Sangue, sangue, sangue
Ouço a alma em sede gritar
Em velada e obscura espera
O sangue inocente a vai saciar.
E depois de saciado o desejo
Próximo vem o amanhecer
Recolhe-se em esquife encarnada
Sua alma obscura a proteger.
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3 comentários:
Olá maninho....
Ler esses poemas escritos por vc, dá uma vontade insacialvel de continuar de buscar um algo mais...
Soul sua fã de carteirinha.
Te amo!!!
Andy, seu blog é tão lindo! Amo você! Xero
Adorei o poema até antes de chegar a parte do "sangue, sangue, sangue"... rsrs
Tô bem pra ler essas coisas naum... hehe
Falooooooooooow
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